ALÉM MAR.
Caminho pela praia. A água está morna e os primeiros sinais de noite já despontam. Sinto uma estranha vontade de penetrar neste oceano misterioso e tão sinistro. Dispo-me e mergulho sem pudor. O sal penetra por todas as minhas entranhas e o sabor salgado me queima toda a boca. È uma sensação diferente e ao mesmo tempo assustadora. Quero penetrar mais, mais há um leve receio que impede que eu nade. Então mergulho fundo e vou direto á busca de alguma coisa que eu nem mesmo sei o que é. Quando volto à tona estou perdida e fraca. A correnteza me arrasta com fúria como se estivesse me castigando. Não tenho forças para lutar e decido deixar-me levar por ela. Aos poucos tudo vai se serenizando e quando percebo, morta de cansaço, estou à beira da praia. Durmo um sono profundo, imaginando que tudo não passou de um pesadelo. Pego minhas coisas e rumo para outro mar. Até que eu encontre um parecido com este e teste sua infinidade. È assim que e...