Postagens

Mostrando postagens de outubro, 2025

MEU SANGUE, SÓ MEU.

Imagem
                              Foi criado conforme a maioria da sua geração. Uma época em que a moral e os bons costumes eram os alicerces de uma boa educação. Estudou em colégio de padres, interno e isolado do convívio familiar, rezando, ajoelhando no milho a cada traquinagem ou apanhando de vara de marmelo quando não executava suas obrigações diárias com esmero, tais como lavar, passar, além de ajudar na cozinha da instituição como garantia de bolsa escolar. Começou a trabalhar tenro ainda para ajudar nas despesas domésticas de uma família modesta do interior. Sua vida era trabalho e igreja. Foi ali que conheceu Lis, tímida, frágil e carola, que, como a flor propriamente dita, parecia que ia se quebrar facilmente. Uniram-se em matrimônio e, após alguns anos de relacionamento monótono e rotineiro, tiveram um filho e a ele deram o nome de Gabriel, homem e fortaleza de Deus.       ...

ESCREVENDO & SANGRANDO

Imagem
  Quando eu soltar a minha escrita por favor, entenda, que palavra por palavra é um pedaço de mim se entregando. Tinta no peito, alma aberta, vou sangrando são as batalhas com a minha caneta Que eu vou narrando. Quando eu rasgar o silêncio da página com a força da expressão, tudo aquilo que você ler saiba: é a vida escorrendo. Veja o brilho cansado nos meus olhos, e o tremor que mancha a letra, com o suor umedecendo o papel, transbordando toda raça e emoção. E se eu errar e o borrão emaranhar meus sentimentos, não se espante — leia, pois o teu contemplar é minha força para narrar. Quando eu soltar a minha escrita, Por favor, entenda, É apenas o meu jeito de dizer O que é criar. *Paródia de “Sangrando", Gonzaguinha