ESCREVENDO & SANGRANDO
Quando eu soltar a minha escrita
por favor, entenda,
que palavra por palavra
é um pedaço de mim se entregando.
Tinta no peito, alma aberta,
vou sangrando
são as batalhas com a minha caneta
Que eu vou narrando.
Quando eu rasgar o silêncio da página
com a força da expressão,
tudo aquilo que você ler
saiba: é a vida escorrendo.
Veja o brilho cansado nos meus olhos,
e o tremor que mancha a letra,
com o suor umedecendo o papel,
transbordando toda raça e emoção.
E se eu errar
e o borrão emaranhar meus sentimentos,
não se espante — leia,
pois o teu contemplar é minha força
para narrar.
Quando eu soltar a minha escrita,
Por favor, entenda,
É apenas o meu jeito de dizer
O que é criar.
*Paródia de “Sangrando", Gonzaguinha

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